Páteo do Casino

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o Susto

O Páteo tinha boa mesa e má etiqueta. Não de preço, mas de reputação.

“Ah e tal, é um restaurante de casino.”

Para muita gente, o Páteo era formal demais, distante demais, preso a uma ocasião muito particular e, nem sempre, vista com bons olhos. Um sítio para quem ia jogar ou ver um espetáculo.

Mas problema não era o Casino, era o Páteo ser lembrado apenas por causa dele. O restaurante estava no Casino, mas não dependia dele para fazer sentido. O produto, o ambiente, o serviço já lá estava.

Então, o que poderíamos fazer para que as pessoas pensassem no Páteo primeiro? Como poderíamos tirar o Casino do lugar principal?

O Páteo não estava a perder por falta de qualidade, estava a perder por excesso de associação.

Estava na hora de servir um prato monstruoso.

o Atake

o Monstro

O Páteo começou a deixar de parecer “aquele restaurante dentro do Casino” e passou a aparecer como aquilo que sempre devia ter sido:

Um restaurante da Figueira da Foz.

Com personalidade, mesa e vontade próprias.

A comunicação ajudou a desmontar a barreira invisível que afastava quem não se via a entrar num casino só para jantar. Tirou peso ao espaço, aproximou a marca e abriu o Páteo a mais momentos, mais públicos e mais desculpas para aparecer.

O Casino continuou no mesmo sítio, apenas deixou de ocupar o centro da conversa.

Porque o objetivo nunca foi esconder onde o Páteo está, foi mostrar que o Páteo não precisa de pedir licença ao Casino para existir.

Páteo. O primeiro restaurante com casino.

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