o Susto
O Páteo tinha boa mesa e má etiqueta. Não de preço, mas de reputação.
“Ah e tal, é um restaurante de casino.”
Para muita gente, o Páteo era formal demais, distante demais, preso a uma ocasião muito particular e, nem sempre, vista com bons olhos. Um sítio para quem ia jogar ou ver um espetáculo.
Mas problema não era o Casino, era o Páteo ser lembrado apenas por causa dele. O restaurante estava no Casino, mas não dependia dele para fazer sentido. O produto, o ambiente, o serviço já lá estava.
Então, o que poderíamos fazer para que as pessoas pensassem no Páteo primeiro? Como poderíamos tirar o Casino do lugar principal?
O Páteo não estava a perder por falta de qualidade, estava a perder por excesso de associação.
Estava na hora de servir um prato monstruoso.
o Atake
A estratégia começou com uma provocação simples:
O Páteo não é um restaurante de casino, mas sim o primeiro restaurante com casino.
Numa frase, o Casino deixa de mandar na percepção e passa a ser um extra. Uma carta na manga. Um bónus para quem quiser, não uma obrigação para quem entra.
A partir daí, demos ao Páteo uma voz com menos cerimónia e mais apetite.
Mais cool.
Mais acessível.
Mais solta.
Mais Figueira da Foz.
O Páteo podia ser jantar especial, claro. Mas também podia ser almoço de terça, jantar sem motivo, ou plano de última hora.
A frase que guiou tudo foi esta:
O Páteo não é para momentos especiais.
É para todos os momentos.
E para nenhum em especial.
Nas redes sociais, trabalhámos uma presença com mais atitude, vídeo e vontade de abrir apetite. Criámos campanhas digitais, anúncios, outdoors e mupis para levar a nova percepção para fora do feed.
E quando usámos trocadilhos de jogo, foi porque o Páteo quis.
Não porque precisava do Casino para ter identidade.
Mas porque uma marca segura pode brincar com o contexto sem ser engolida por ele.
o Monstro
O Páteo começou a deixar de parecer “aquele restaurante dentro do Casino” e passou a aparecer como aquilo que sempre devia ter sido:
Um restaurante da Figueira da Foz.
Com personalidade, mesa e vontade próprias.
A comunicação ajudou a desmontar a barreira invisível que afastava quem não se via a entrar num casino só para jantar. Tirou peso ao espaço, aproximou a marca e abriu o Páteo a mais momentos, mais públicos e mais desculpas para aparecer.
O Casino continuou no mesmo sítio, apenas deixou de ocupar o centro da conversa.
Porque o objetivo nunca foi esconder onde o Páteo está, foi mostrar que o Páteo não precisa de pedir licença ao Casino para existir.
Páteo. O primeiro restaurante com casino.